Finalmente sai a nova versão do Wordfast Classic

Depois de um ano e meio, está finalmente disponível a versão 6.07x do Wordfast Classic. Sabe-se que as versões do WF têm um sistema de numeração bem particular: o número 6 identifica a geração, o Wordfast atual é portanto a 6ª geração. A partir daí, segue-se uma numeração, que começa em 00 e é seguida de uma letra, de a a z. Portanto, a primeira versão da 6ª geração foi a 6.00a. Mas esta ninguém viu, apenas os voluntários que aceitam ser cobaias para testá-la e comunicar as falhas. Na 6ª geração, a primeira versão pública foi a 6.01c, de 1º de junho de 2011. Depois, foi liberada outra versão, a 6.03t, em 22 de maio de 2012, que durou exatos 539 dias (1 ano, 5 meses e 21 dias). Mas foi preciso soltar 108 versões beta para chegar à versão atual. E quais são as novidades?

Bom, no site da Wordfast estão listadas as principais:

1. AutoSuggest. Isso já existia na versão anterior, mas com o nome de AutoComplete. Como existe uma concorrência muito grande entre os maiores desenvolvedores de ferramentas CAT, eles têm uma tendência a padronizar os nomes. Como o mercado está usando o termo AutoSuggest, o Wordfast seguiu a moda. Basicamente o AS substitui os atalhos dos placeables (Ctrl+Alt+setas) pela apresentação, logo abaixo do cursor, dos termos que satisfazem aquilo que o tradutor está digitando. Se você digitar do o Wordfast vai lhe mostrar todos os termos que ele encontrar nos recursos configurados (segmentos ou subsegmentos , placeables, glossários). Com relação à TM você pode especificar as origens: TM, BTM,WF Anywhere, WF Server, Tradução automática. Se o AS começar a perturbar pelo volume de sugestões, você pode desativá-lo e ativá-lo momentaneamente apertando a tecla Esc. Ele ainda tem a possibilidade de ajustar a sensibilidade (alta ou normal). Veja em Ctrl+Alt+W / Setup / AS

2. Tradução automática melhorada. Se você desejar receber sugestões de mecanismos de tradução automática na Web, o WF permite usar 3 deles ao mesmo tempo, a escolher entre 5 disponíveis no momento: Google, Microsoft, Itranslate4.eu, MyMemory e WorldLingo. Os 3 primeiros exigem que você se inscreva para receber uma senha, que deve ser informada ao WF. O Google e o iTranslate4.eu são pagos e o Microsoft (ou Bing) é gratuito até o limite improvável de 2 milhões de caracteres por mês. Já o MyMemory e o Worldlingo são gratuitos e não pedem senha. O MyMemory usa vários mecanismos e seleciona uma sugestão que ele “acha” melhor. Quanto ao WorldLingo é bom para pares de idiomas ocidentais quando nenhum deles é o inglês. Costumo usar para Francês-Português e os resultados não são ruins. A sugestão do WF é acionar a tradução automática sempre que não houver correspondente na TM, por isso o valor de 75. Mas eu prefiro usar 99, isto é, sempre pesquiso a tradução automática exceto nos casos de 100% igual à memória. Veja em Ctrl+Alt+W / Translation Memory / MT. Atenção: disponível apenas para usuários licenciados, não funciona da demo.

3. BTM. Antigamente a BTM permitia usar uma memória auxiliar para oferecer segmentos com 100% de coincidência. Agora ela passou a também oferecer os fuzzies de 75 a 99%, embora continue sendo uma memória apenas para consulta, nada se grava nela. Outra coisa interessante é que você pode abrir diretamente uma memória TMX, não é preciso convertê-la primeiro para o formato Wordfast.

4. Além da sua memória e da BTM, você pode também usar a memória do Wordfast Anywhere. Significa que se você trabalhar em grupo com outros tradutores, todos podem centralizar uma TM no WFA de um deles usando esse recurso. Mesma coisa para os glossários. O uso disso é simples e vou explicá-lo em outro post. O resultado é que quem usa a versão demo do WF não precisa se preocupar com o limite de 500 TUs (agora aumentado para 1000): o WF Anywhere não tem limite.Vá em Ctrl+Alt+W / Translation Memory / Remote TM.

5. WF Server. A WF desenvolveu um aplicativo para funcionar como servidor de TMs e glossários, extremamente poderoso, destinado a agências que queiram que seus tradutores usem as TMs e os glossários que compartilharem. O interessante é que até 5 compartilhamentos por TM o WFS é gratuito. É um pouco mais complexo, mas tentarei dar explicações mais detalhadas no futuro. Vá em Ctrl+Alt+W / Translation Memory / Remote TM.

6. O Data Editor tem agora mais uma função, a de exportar a TM em formato de arquivo DOC unclean. Ainda estou em dúvida sobre a praticidade disso, mas pelo menos saiba que se você quiser criar um arquivo”unclean” contendo toda a sua TM, o comando é esse: “Export as segmented document”.

7. Localizar/Substituir em aba específica. Nas versões anteriores, quando você queria automatizar o processo de Localizar/Substituir alguma coisa (por exemplo húmido por úmido) devia fazê-lo por meio de inúmeros comandos FR= na caixa de pandora. Na versão 6 existe uma aba dentro de Terminology (Find-Replace) que centraliza isso tudo, com opções adicionais. Ali você cria uma lista e a atualiza pelo Data Editor. Também darei explicações mais pormenorizadas em outra oportunidade. Cobre-me!

8. Interface do usuário. Isso já existe desde a versão 6.01c mas passou despercebido. Você pode agora definir que ícones deseja na barra de ferramentas do Wordfast e/ou redefinir atalhos que conflitam com outros aplicativos. Vá em Ctrl+Alt+W / Setup / UI

9. Lista negra. A partir da versão 6.01c você pode editar a lista negra dentro do Data Editor. Antes, só podia fazer isso pelo Bloco de Notas ou qualquer editor de texto básico. Mas ainda não há atalho como o Ctrl+Alt+T para inserir um termo dinamicamente na lista negra.

10. Também desde a versão 6.01c existem os Companions. São 3, o de terminologia, de memória e de controle de qualidade, embora os dois primeiros são de longe os mais úteis. Quem já usou ferramentas CAT que não usam o Word, isto é, com editor próprio, sabem que em algum lugar da janela há como ver todos os termos dos glossários constantes do segmento aberto e os segmentos da TM que atendem o percentual de similaridade (fuzzy). No Word isso é possível mediante abertura de janelas adicionais, e é esse o recurso usado pelos Companions. Em telas wide-screen é possível diminuir a janela principal, deixando à direita e embaixo um espaço para abrir os Companions de terminologia e de memória. Se você usar dois monitores, melhor ainda. Para ativar e/ou desativar os Companions, use os atalhos Ctrl+Alt+G+G (glossários), Ctrl+Alt+M+M (memória) ou Ctrl+Alt+Q+Q (controle de qualidade).

Janela principal do Word com 2 companions

 

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3 Comments

3 de respostas para “Finalmente sai a nova versão do Wordfast Classic”

  1. Cecília Mussi 15 de novembro de 2013 em 15:55 #

    Muito obrigada, Roger!

    Um abraço,
    Cecília

  2. Maribel Rodríguez Pacheco 18 de novembro de 2013 em 19:40 #

    Obrigada Roger,
    O ano que vem quero fazer o curso avançado.

    Abraço

  3. Monica Veiga Freitas 8 de abril de 2014 em 12:42 #

    Olá Roger, obrigada pelo post, muito bem explicado.
    Acabo de instalar MS Office 2013 e aproveitei para baixar a nova versão WC 6.07x, eu tinha a 6.03t.

    Eu também utilizo a tradução automática como pesquisa de termos. Gosto de analisar, melhorar, as vezes consigo aproveitar bastante da sugestão, outras quase nada e muitas vezes, não utilizo coisa alguma.

    Aqui vai minha dúvida, na versão antiga apareciam as sugestões e daí cabi a mim aceitar uma ou não, mas agora assim que vou para o segmento seguinte ele é automaticamente preenchido com a primeira sugestão, seja ela do Google ou MyMemory, etc. Como faço para isso não acontecer? Quero mey segmento em branco com as sugestões abaixo como era antes e não inserido já.

    Espero ter sido clara :-) Você poderia me ajudar?

    PS. Te enviei um email outro dia sobre o próximo curso presencial, ou seja, o que sei aprendi com o uso, nunca fiz um curso de Worfast.
    Obrigada,
    Monica

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